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  • 08.11.2019

  • Energia

Investimentos na propriedade e autonomia para o jovem incentivam a sucessão rural

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A atividade leiteira é fonte de renda para muitas famílias. O amor pela vida no interior, pelo trabalho no campo e pelos animais contrasta com as dificuldades e obstáculos enfrentados pelos produtores e produtoras de leite. Faça chuva ou sol, calor ou frio, e preços nem sempre compensatórios, a atividade é diária, e o trabalho muitas vezes se torna cansativo. Mas com profissionalismo, dedicação e investimentos, a atividade leiteira se torna uma importante fonte de renda para os cooperantes.

O conhecimento sobre a lida no campo é transmitido de pais para filhos na sucessão rural. É o que aconteceu com a cooperante Nelcinda Marangon, de Ibirubá, que aprendeu sobre a atividade com os pais. Nelcinda relembra que o recolhimento de leite começou a ser feito em 1979, quando a família iniciou a atividade. Na época, possuíam em torno de 12 vacas, e residiam no interior do município, em Santo Antônio do Triunfo, onde permanecem até hoje.

Com o passar dos anos, a introdução de novas tecnologias e aperfeiçoamento de técnicas, a família de Nelcinda conta, atualmente, com 104 vacas em lactação. O esposo Leomar se dedica à lavoura, enquanto que o filho mais novo do casal, Juliano, decidiu auxiliar no trabalho da mãe e continuar na propriedade. Os outros filhos trabalham fora: Fernanda é professora, e Junior, engenheiro agrônomo.

Para poder aumentar o plantel de animais, foi necessário investir na instalação de um free stall, que tem capacidade para acomodar até 120 vacas. A família também investiu com o Fundo Mais Energia da Coprel, para atender a carga de energia necessária na expansão do tambo de leite. Nelcinda afirma que a decisão pelo investimento ocorreu após Juliano optar por continuar na atividade leiteira, o que gerou uma enorme alegria e satisfação para os pais. “Nós precisamos do aumento de carga da Coprel e fomos muito bem atendidos. A produção de leite aumentou significativamente depois que investimos no free stall. A perspectiva é de ampliar o número de vacas para a capacidade total. O apoio da Coprel e a permanência do Juliano aqui, nos deixa muito feliz”, explica.

Estudante de medicina veterinária, o jovem, de 24 anos, está atento às tecnologias de melhoramento genético, técnicas e manejo da área do leite, aplicando os aprendizados adquiridos em sala de aula, no dia a dia de trabalho. “O interior para mim significa tudo. Sempre estive presente ajudando os meus pais em casa. Quero ter meu emprego como médico veterinário, mas também continuar a auxiliar, e dar suporte para a família na atividade do leite”, ressalta.

De acordo com Nelcinda, deve haver diálogo entre pais e filhos e planejamento para o futuro: “Os pais tem que dar uma oportunidade para os filhos na propriedade ouvindo as ideias deles e as colocando em prática. Assim, eles vão aprendendo junto com os pais”. Conforme Juliano, os jovens devem pensar bem antes de qualquer decisão e avaliar o que é mais importante: “Nós pensamos bastante para investir, e optei por ficar, pois é importante também gostar do trabalho. Às vezes, achamos que na cidade vai ser mais cômodo e ter menos serviço. Mas, cuidar do negócio da família, também é bom e deve ser avaliado como uma ótima possibilidade pensando no futuro”.

Com o Fundo Mais Energia da Coprel, a família pode ampliar a produção de leite e, consequentemente, tornar possível e rentável a sucessão rural na propriedade. É a história do passado, que se repete no presente e tem tudo para continuar no futuro. Pensou em investir em aumento de carga? Informe sua necessidade pelo Discoprel: 116, 0800 51 3196 ou 0800 701 3196.

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